10 abril, 2011

Maneiras

"Maneiras, do real ao imaginário.
Visiono a lucidez num trono,
Lições sem sumário.
Montagem da aprendizagem de saberes prioritários
Entre quatro paredes, momentos estacionários,
Entre ideologias sem logística, o que fica
É uma pica que apenas bate num estado da vida.
Quando restrito é o prazer escrito
Não evito-o, ensino o que a alma traz num monólogo nunca dito.
Confio no meu contrato, íntimo, pacato.
Expressionismo, pinceladas num nome tão abstracto.
E o facto é o tacto de seis sentidos, onde os ouvidos tocam num bocado
Essencial ao total que necessito,
E só vale o que eu recito,
E só entra o que eu permito.
Maneiras, numa casa de partida ao regresso
Onde o interesse é vasculhar um terço.
Fazer arrumações de dois tempos: passado e presente.
Contributo na veia na escuta da plateia.
Conto como está pronta a minha justificação
Explico na noite morna que entorna a minha intuição.
Eu não percebo nada, já não sou compreensivo
Só quero a motivação e fechar o dia num livro.
Repetições fazem voltas na vida tão estreita
Envio-te neste correio uma emergência de respeito.
Auto-didacta sem data
A fim de partilhar uma dose de vinte anos
A voz em controlo estar.
E não se ocupa com disputa,
Só caibo numa folha,
Numa maneira sem léxico que resume a tua escolha."


maneiras

estive tão perto de te dar
de te ter.
eu não percebo nada,
já não sou compreesivo,
conto com um abraço do tempo
para fechar a nossa história num livro.

3 comentários: