14 junho, 2011

Poema engraçado

A ogiva do meu ser cessou-me a mágoa.
O candeeiro acende e apaga,
Como uma breve lembrança, macabra,
Doença que é pensar demais.

A música do meu fado engraçado,
Sem sal nem tão pouco regrado,
Faz temer horizontes. E eu magoado
Com isso e com a vida que levo.

Pela fama que levo às costas,
Levarei menos tempo a cair
Que a levantar-me.
E vós sem o saber, sem o sentir.

É este o expoente que dou à minha vida.
Isolada e cansada, mas engraçada.
Tenho-me resumido mais à triste sina
Que à vontade de sonhar, do dar a volta por cima.

Este poema é engraçado.
Não estivesse eu, sentado a escrevê-lo,
Em pé a pensá-lo,
A voar construindo-o…

2 comentários:

  1. AMEI :D

    tens de me dizer de onde vem tudo isso ( brincadeira )

    Rita Garcya

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  2. Não percebi o sentido da pergunta...
    Mas whatever, obrigado por teres amado.

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